Se pudesse explicar ou até mesmo arrazoar
com o meu ser interior, não estaria aqui. Se o silêncio que tomou conta da
minha boca não se tivesse calado, não estaria aqui. Se eventualmente os meus
dias não fossem uma rotina solitária onde o som da rua é a única companhia, não
estaria aqui.
Há quem diga que o meu sorriso era maior num
passado bem recente, ou que as rugas de expressão da minha face eram de
alegria. Há quem diga que outrora a cor dos meus olhos sobressaía por cima das
sobrancelhas fartas. Há quem diga que a barba cresceu, talvez
inconscientemente, para camuflar o sorriso forçado. Eu não estaria aqui se isso
fosse tudo mentira.
A Aquiescência 2.0 é um retorno à necessidade de
escrever desabafos ou simplesmente de dizer nada. É um diário capaz de pôr rumo
à minha consciência ferida por desgostos que o tempo e a idade causaram.
Aquiescência por si só já é a razão por que estou
aqui.
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